É provável que muitas das pessoas que conheciam aquele menino já percebessem que ele tinha um talento raro e , mais do que isso , ali estivesse um futuro gênio ......Genialidade essa que começou a ser despertada ainda na infância ( ABAIXO , A CASA ONDE NASCEU ) , quando teve aulas de PINTURA com um argentino chamado MARCIANO MORENO .
Só que uma coisa é ter vocação , talento e outra é fazer com que esse brilho se torne cada vez mais intenso e seja visível à todos , ou seja , ter oportunidades para aprimorar e mostrar esse talento . Aliás , muito provavelmente , caso essa oportunidade não tivesse surgido na vida daquele garoto , ele seria apenas mais um anônimo , desperdiçado e esquecido talento , restrito aos limitados limites da então pobre e quase isolada ilha de DESTERRO , a atual Florianópolis ......( ABAIXO , DESTERRO , EM 1851 )
E aos 15 anos de idade sua vida começou a lhe sorrir : matriculou-se no curso de PINTURA HISTÓRICA da ACADEMIA IMPERIAL DE BELAS ARTES , no Rio de Janeiro . Alguns anos mais tarde , em 1852 , aos poucos o mundo começou a conhecer e a se admirar com a arte daquele outrora garoto vindo da velha Desterro : uma tela de sua autoria , intitulada SÃO JOÃO BATISTA NO CÁRCERE ( ABAIXO ) lhe valeu uma bolsa de estudos na Europa , oferecida pela própria academia .
Radicado no Velho Mundo a partir do ano seguinte , após estudar e m Paris e em Roma , fixou residência em FLORENÇA ( ABAIXO ) . A histórica e especialíssima cidade italiana , berço e centro de um amplo movimento econômico , político , religioso , cultural , científico e social ocorrido entre os séculos 14 e 17 e intitulado RENASCIMENTO e que também fora cenário para obras de gênios das artes plásticas , como MICHELÂNGELO , DA VINCI , RAFAEL , BOTICELLI e GIOTTO ,
também serviria de cenário para a maior obra daquele jovem gênio brasileiro : a tela PRIMEIRA MISSA NO BRASIL ( ABAIXO ) e que no mesmo ano em foi produzida - 1861 - participou , com destaque , do SALÃO DE PARIS , o que naquela distante época representava para qualquer artista plástico o ápice a realização da carreira .......
De volta a terras tupiniquins , foi imediatamente nomeado titular na cátedra de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes ( ele exerceu essa função até 1890 ) e algum tempo depois também lecionaria no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro . Revolucionário ( ABAIXO ) , não se limitava a repassar seus gigantescos conhecimentos a seus privilegiados alunos : como professor do Liceu de Artes e Ofícios , criou um novo método de ensino de desenho .
A nobre função de lecionar não impediu de continuar sua arte : produziu , entre tantas outras obras clássicas e admiráveis , as telas MOEMA ( 1866 ) , A BATALHA DOS GUARARAPES ( 1870 - ABAIXO ) , JURAMENTO DA PRINCESA ISABEL ( 1875 ) , O COMBATE NAVAL DO RIACHUELO ( 1872 ) e A PASSAGEM DE HUMAITÁ ( 1872 ) , os dois últimos encomendados por ninguém menos que DOM PEDRO II ( 1825-1891 )........
Foi também um dos maiores retratistas de sua época ( entre as pessoas que retratou estão o próprio Dom Pedro II - ABAIXO - e a imperatriz TERESA CRISTINA )
e produziu telas com temas sacros , como FLAGELAÇÃO DE CRISTO ( 1856 - ABAIXO ) .
Visionário e à frente de sua época , a partir de 1885 iniciou a pintura de um panorama circular sobre a cidade do Rio de Janeiro ( ABAIXO ) que permite a um espectador imóvel , através de cilindro giratório , contemplar as imagens .......Faleceu aos 70 anos de idade - idade avançada para a época - , longe da sua terra natal ( faleceu no Rio de Janeiro ) , triste e descontente com o fim da monarquia .......
Por trás de todo o imenso sucesso de VÍTOR MEIRELLES LIMA ( 1832-1903 - ABAIXO ) , incontestavelmente um dos mestres brasileiros da pintura histórica , esteve um homem ( ou seria bom samaritano ? ) rico e influente : o conselheiro JOAQUIM FRANCISCO COELHO , que custeou seus estudos no Rio de Janeiro e teve a sensibilidade de perceber que ali estava um gênio que merecia uma oportunidade ( na verdade o conselheiro foi o líder de um grupo que financiou os estudos do artista ) .......
Sede de empresas - algumas delas até multinacionais - como AMANCO , EMBRACO , DOCOL , DOEHLER , TUPY , TIGRE e DATASUL ; o maior pólo industrial nacional do setor de ferramentaria ; o vigésimo quinto maior PIB ( soma dos valores de tudo o que se produz ao longo de um ano ) do Brasil ; sede de um dos maiores complexos industriais do país - PERINI BUSINESS PARK ( ABAIXO ) - e que sozinho movimenta mais dinheiro do que a cidade de Criciúma ( ! ).......
Isso é uma pequena amostra do gigantesco poderio econômico de Joinville , o que faria com que em tese existissem aqui em terras de Dona Francisca MECENAS tão ou mais generosos do que aquele que foi fundamental na gloriosa carreira de Vítor Meirelles . Só que lamentavelmente a grande maioria da classe empresarial da cidade jamais foi entusiasta da ideia de investir em projetos em prol da coletividade joinvilense , especialmente em PROJETOS CULTURAIS e os motivos são vários : mentalidade tacanha , atrasada e limitada ; falta de visão e consciência ; desconfiança ; crises econômicas ; falta de comunicação com a classe artística ou simplesmente pão durismo ........( ABAIXO , A SEDE DA PODEROSA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE JOINVILLE - ACIJ )
Os CINEASTAS DE JOINVILLE que o digam : em um dos vídeos do dia - um trecho de um documentário produzido em 2013 e intitulado JOINVILLE EM CENA - esses verdadeiros e corajosos heróis ( ABAIXO , O CINEASTA FABRÍCIO PORTO ) comentam e dão depoimentos a respeito dessa questão ......VALE A PENA CONFERIR !
quinta-feira, 2 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Agende-se : Primeira Dica
Eis a primeira pedida para junho......CONFIRA :
Galeria Municipal de Arte VICTOR KURSANCEW ( ABAIXO )
Exposição “FIGURINHAS AVULSAS ” – BETE ESTEVES ( ABAIXO )
Período expositivo até 24/6
Segunda a sexta-feira – 9 às 19h
Galeria Municipal de Arte VICTOR KURSANCEW ( ABAIXO )
Exposição “FIGURINHAS AVULSAS ” – BETE ESTEVES ( ABAIXO )
Período expositivo até 24/6
Segunda a sexta-feira – 9 às 19h
Quando Vim Para Joinville
Você é um bom observador , ou uma uma boa observadora ? Se esse é o seu caso , então com certeza já reparou naquele velho prédio em frente a atual PASTELARIA e onde durante muito tempo funcionou a agência do BANCO SANTANDER em Joinville .......E mesmo que você seja uma daquelas pessoas bem distraídas , é impossível que não tenha reparado nesse prédio ! Pois é , essa velha edificação datada de 1923 e localizada em pleno coração de Joinville caso tivesse a capacidade de falar teria muito , mas muito o que contar .........Construído por construtora chamada ENTERLEIN , KELLER E COMPANHIA , o prédio durante muito tempo pertenceu a AFFONSO HERMANN LEPPER , um dos filhos de um dos homens mais ricos e influentes de Joinville em seus primórdios : HERMANN AUGUST LEPPER ( radicado em Joinville a partir de maio de 1852 e oriundo do então ducado dinamarquês de Holstein , Hermann foi uma das primeiras lideranças empresariais da cidade , tendo sido um dos fundadores do embrião da hoje poderosa ACIJ - Associação Comercial e Industrial de Joinville - em 1911 ; sua mulher - HELENE DOROTHEA TRINKS LEPPER - foi uma das maiores filantropas de Joinville , tendo sido a fundadora do conhecido hospital e maternidade que hoje leva o seu nome ) . E o filho herdou o tino comercial do pai : naquele mesmo prédio , até a década de 40 , funcionou a AFFONSO LEPPER - CASA DE FERRAGENS E REPRESENTAÇÕES ( na verdade a loja funcionou no prédio até o início dos anos 60 , só que na parte voltada para a Rua do Príncipe ) e na parte superior do prédio , até os anos 50 , viveu ALBERT EUGEN LEPPER , comandante do Corpo de Bombeiros de Joinville entre 30 de agosto de 1933 e 30 de agosto de 1950 ( após a morte de Eugen ,a sua filha HELGA passou a morar no local ) . Uma informação que com certeza deixará abismados e espantados os mais jovens : entre a década de 40 e o ano de 1971 funcionou , na parte voltada para a rua Princesa Isabel , a RODOVIÁRIA DE JOINVILLE e também a AUTOVIAÇÃO CATARINENSE ......
Sim foi isso mesmo que você acabou de ler ! É muito provável que nesse mesmo local , há quase 5 décadas atrás , um rapaz de pouco mais de 20 anos , oriundo de São Francisco do Sul , de sobrenome norueguês , tímido , namorador , de jeito bonachão , amigo de todos e que simplesmente muda completamente de personalidade no momento em que escreve , tenha desembarcado e iniciado a partir daquele hoje improvável local para se funcionar uma rodoviária sua vida como cidadão joinvilense .......Recheada de saudosismo , a crônica de hoje - de autoria do irreverente HILTON GORRESEN , o rapaz que descrevemos há pouco - relembra uma Joinville quase que pré histórica e inimaginável para as gerações mais jovens e bela , charmosa , tranquila e cada saudosa para os mais velhos . Uma Joinville , por exemplo , em que seus pacatos e ordeiros habitantes provavam das incríveis delícias da CONFEITARIA DIETRICH ( absurdamente demolida no final dos anos 80 para dar lugar a um estacionamento ! ) e da PADARIA BRUNKOW , em que tinham alguns de seus poucos momentos de lazer nos hoje desparecidos Cines PALÁCIO COLON e que dividiam suas acirradas paixões futebolísticas entre o AMÉRICA , da " germânica " e elitizada zona norte , e o CAXIAS , da "cabocla " e popular zona sul .......BEM VINDOS AO TÚNEL DO TEMPO !
"Quando vim para Joinville, a cidade era deliciosamente provinciana.
Vim com minhas lembranças de menino, nas eventuais visitas à cidade : ( ABAIXO , FOTO DA FACHADA DA ANTIGA SEDE DA PREFEITURA DE JOINVILLE , EM FOTO PROVAVELMENTE DOS ANOS 60 )
o
ônibus da Viação Vogelsanger ( ABAIXO ) , a parada em Araquari – galinhas ciscando
nas ruas de terra –, os casarões avarandados,
os cafés com bolo na confeitaria
Dietrich ( ABAIXO ) , o Cine Palácio, o Mercado, a estação de trem, ponto final das viagens .
Na época, encontrei quase tudo como minha imaginação havia
deixado. Ainda não haviam derrubado casarões para construção de prédios.
A via principal era a Rua do Príncipe ( ABAIXO , NOS ANOS 60 ) . América, Glória, Boa Vista e outros
eram ' bairros afastados ' como reza a canção ' Velho Realejo ' .
No elevado onde se achava a igreja, eram realizadas as festas que
arrecadavam recursos para construção da catedral. ( ABAIXO )
Na barraca de bingo, a
Nazira Zattar me chamava, espalhafatosa, acenando um cartão ;
envergonhado, eu procurava me safar, estava sem dinheiro.
Havia me matriculado na nascente faculdade de Letras, a funcionar
no Colégio Santos Anjos ( ABAIXO , INAUGURAÇÃO DO ANTIGO PRÉDIO DO COLÉGIO , EM JULHO DE 1914 ) . Lembro da emoção da primeira aula, estava
participando de um momento histórico para a cidade. E novo para mim.
A
maioria dos professores vinha de fora, de Florianópolis ou Curitiba. Uma das
primeiras coisas que fiz na cidade foi tornar-me sócio da Biblioteca
Municipal ( ABAIXO ) , capitaneada pelas funcionárias Sônia e Selma, com as quais fiz
logo amizade.
À noite, saído das aulas, ia para o Castelinho ou para a Lanchonete
Disneylanches, onde já me tornara conhecido dos garçons.
No final de
semana, ou quando me ' ausentava ' das aulas, filmes no Cine Colon ( ABAIXO ) ; me
sentava nas primeiras fileiras
para observar as moças que entravam pela
frente, diante da enorme tela. O incêndio do Colon foi o fim de um hábito
delicioso.
Aos domingos havia os sorvetes da Polar ( ABAIXO ) , o movimento de moças na
rua. Nos dias de semana, a caranguejada no Bar Caxias, às dúzias,
acompanhada da cerveja geladinha.
A disputa entre os admiradores da
Brahma e os da Antártica ( ABAIXO , A ANTIGA FÁBRICA DA ANTÁRCTICA , ONDE HOJE "FUNCIONA " A QUASE ABANDONADA "CIDADELA CULTURAL " ) . Naquele tempo, eu era um antarticista (será que
existe esse termo ? ), sabe como é, a água de Joinville...
As ' bavárias ' na Sociedade Ginástica, um carnaval fora de época,
sem falar nas dancinhas no clube Joinville ( ABAIXO ) e na boate ' Engrenagem ' .
Os
' quebra-cacos ' , com muito chope e sopa preta. As disputas de futebol entre
o Caxias e o América. ( ABAIXO , RESPECTIVAMENTE , FOTOS DO TIME DO CAXIAS DE 1961 E DO AMÉRICA DE 1950 ) Os primeiros livros necessários nas livrarias Record e
Joinvilense.
Sim, conheci outra Joinville, que podia respirar livremente, hoje com
suas veias entupidas de trânsito ( ABAIXO ) e afogada entre prédios de mil olhos. "
Sim foi isso mesmo que você acabou de ler ! É muito provável que nesse mesmo local , há quase 5 décadas atrás , um rapaz de pouco mais de 20 anos , oriundo de São Francisco do Sul , de sobrenome norueguês , tímido , namorador , de jeito bonachão , amigo de todos e que simplesmente muda completamente de personalidade no momento em que escreve , tenha desembarcado e iniciado a partir daquele hoje improvável local para se funcionar uma rodoviária sua vida como cidadão joinvilense .......Recheada de saudosismo , a crônica de hoje - de autoria do irreverente HILTON GORRESEN , o rapaz que descrevemos há pouco - relembra uma Joinville quase que pré histórica e inimaginável para as gerações mais jovens e bela , charmosa , tranquila e cada saudosa para os mais velhos . Uma Joinville , por exemplo , em que seus pacatos e ordeiros habitantes provavam das incríveis delícias da CONFEITARIA DIETRICH ( absurdamente demolida no final dos anos 80 para dar lugar a um estacionamento ! ) e da PADARIA BRUNKOW , em que tinham alguns de seus poucos momentos de lazer nos hoje desparecidos Cines PALÁCIO COLON e que dividiam suas acirradas paixões futebolísticas entre o AMÉRICA , da " germânica " e elitizada zona norte , e o CAXIAS , da "cabocla " e popular zona sul .......BEM VINDOS AO TÚNEL DO TEMPO !
"Quando vim para Joinville, a cidade era deliciosamente provinciana.
Vim com minhas lembranças de menino, nas eventuais visitas à cidade : ( ABAIXO , FOTO DA FACHADA DA ANTIGA SEDE DA PREFEITURA DE JOINVILLE , EM FOTO PROVAVELMENTE DOS ANOS 60 )
o
ônibus da Viação Vogelsanger ( ABAIXO ) , a parada em Araquari – galinhas ciscando
nas ruas de terra –, os casarões avarandados,
os cafés com bolo na confeitaria
Dietrich ( ABAIXO ) , o Cine Palácio, o Mercado, a estação de trem, ponto final das viagens .
Na época, encontrei quase tudo como minha imaginação havia
deixado. Ainda não haviam derrubado casarões para construção de prédios.
A via principal era a Rua do Príncipe ( ABAIXO , NOS ANOS 60 ) . América, Glória, Boa Vista e outros
eram ' bairros afastados ' como reza a canção ' Velho Realejo ' .
No elevado onde se achava a igreja, eram realizadas as festas que
arrecadavam recursos para construção da catedral. ( ABAIXO )
Na barraca de bingo, a
Nazira Zattar me chamava, espalhafatosa, acenando um cartão ;
envergonhado, eu procurava me safar, estava sem dinheiro.
Havia me matriculado na nascente faculdade de Letras, a funcionar
no Colégio Santos Anjos ( ABAIXO , INAUGURAÇÃO DO ANTIGO PRÉDIO DO COLÉGIO , EM JULHO DE 1914 ) . Lembro da emoção da primeira aula, estava
participando de um momento histórico para a cidade. E novo para mim.
A
maioria dos professores vinha de fora, de Florianópolis ou Curitiba. Uma das
primeiras coisas que fiz na cidade foi tornar-me sócio da Biblioteca
Municipal ( ABAIXO ) , capitaneada pelas funcionárias Sônia e Selma, com as quais fiz
logo amizade.
À noite, saído das aulas, ia para o Castelinho ou para a Lanchonete
Disneylanches, onde já me tornara conhecido dos garçons.
No final de
semana, ou quando me ' ausentava ' das aulas, filmes no Cine Colon ( ABAIXO ) ; me
sentava nas primeiras fileiras
para observar as moças que entravam pela
frente, diante da enorme tela. O incêndio do Colon foi o fim de um hábito
delicioso.
Aos domingos havia os sorvetes da Polar ( ABAIXO ) , o movimento de moças na
rua. Nos dias de semana, a caranguejada no Bar Caxias, às dúzias,
acompanhada da cerveja geladinha.
A disputa entre os admiradores da
Brahma e os da Antártica ( ABAIXO , A ANTIGA FÁBRICA DA ANTÁRCTICA , ONDE HOJE "FUNCIONA " A QUASE ABANDONADA "CIDADELA CULTURAL " ) . Naquele tempo, eu era um antarticista (será que
existe esse termo ? ), sabe como é, a água de Joinville...
As ' bavárias ' na Sociedade Ginástica, um carnaval fora de época,
sem falar nas dancinhas no clube Joinville ( ABAIXO ) e na boate ' Engrenagem ' .
Os
' quebra-cacos ' , com muito chope e sopa preta. As disputas de futebol entre
o Caxias e o América. ( ABAIXO , RESPECTIVAMENTE , FOTOS DO TIME DO CAXIAS DE 1961 E DO AMÉRICA DE 1950 ) Os primeiros livros necessários nas livrarias Record e
Joinvilense.
Sim, conheci outra Joinville, que podia respirar livremente, hoje com
suas veias entupidas de trânsito ( ABAIXO ) e afogada entre prédios de mil olhos. "
Um Por Todos E Todos Por Um !
O pequeno prédio do SALÃO BERNER ( ABAIXO ) , localizado na então CACHOEIRASTRASSE ( a atual rua Nove de Março ) , - mais especificamente em frente ao local onde atualmente funciona a Biblioteca Pública de Joinville - estava em ebulição : aquela noite da longínqua data de 13 de julho de 1892 prometia ser longa......
Não se tratava de algum evento social , apresentação de teatro ou música ou qualquer outro evento de natureza cultural mas sim de um fato que estava prestes a entrar para a história não só de Joinville mas também do Brasil : a partir das 19 horas um grupo de 40 homens , exercendo as mais diversas profissões e sendo em sua quase totalidade imigrantes alemães ou filhos de imigrantes alemães ( entre eles estavam CARL LANGE , prefeito de Joinville entre 1873 e 1874 , e OSCAR ANTÔNIO SCHNEIDER - ABAIXO - , prefeito no período entre 1907 e 1911 ) ,
deu início à reunião que culminou na criação do CORPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE JOINVILLE ( uma reunião preliminar já havia acontecido no mesmo Salão Berner , em 29 de junho ) .......Ficou decidido que a joia ( taxa de admissão ) para ser admitido na corporação seria de 1.000 réis , que a sua mensalidade seria de 200 réis , assim como os nomes de seu comandante ( o professor , jornalista e imigrante alemão VICTOR MUELLER , radicado em Joinville desde 1886 ) , vice-comandante (OSCAR ANTÔNIO SCHNEIDER ) , chefe de almoxarifado ( E. WASSERMANN ) , tesoureiro ( OTTO DELITSCH ) e secretário ( ALEXANDRE SCHLEMM ) . ( ABAIXO , ALGUNS DOS FUNDADORES DO CORPO DE BOMBEIROS DE JOINVILLE )
Além do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro ( criado pelo então imperador DOM PEDRO II - ABAIXO - em 1856 ) , existiam mais corporações do gênero em mais algumas raras cidades do Brasil mas nenhuma delas funcionava em REGIME DE VOLUNTARIADO : algo que era há cerca de 2 séculos mais do que comum na Alemanha em um país onde o povo desde sempre espera pela boa vontade dos governantes , onde prevalece o infame " VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO ? " e onde as decisões sempre foram impostas à sociedade por uma minoria privilegiada era uma grandesíssima e agradabilíssima novidade ......
Talvez mais até do que a vontade em ajudar o próximo o que motivou aqueles homens àquele histórico ato foram a NECESSIDADE e a URGÊNCIA : ainda estavam frescos na memória de todos os terríveis incêndios ocorridos em 4 de julho de 1891 ( que atingiu o estabelecimento comercial pertencente à GUSTAV TRINKS , localizado na então RUA DO MEIO , hoje XV de Novembro - ABAIXO , VISTA DE PARTE DESSA RUA , EM FOTO DATADA DE 1866 ) e na noite de 7 de julho de 1892 ( na residência e estabelecimentos comercial pertencentes a HENRIQUE WALTER ) .
Naquela histórica reunião de 13 de julho de 1892 , perante um bom número de pessoas e sob os lemas " UM POR TODOS E TODOS POR UM " e " EM NOME DE DEUS E EM DEFESA DO PRÓXIMO " - os fundadores da corporação que estava surgindo fizeram o seguinte juramento , em alemão : " Juro cumprir com meus deveres como bombeiro , sem distinção para coma pessoa que necessite os meus serviços , e de seguir sempre à risca as determinações dos estatutos da corporação ; portar-me pacificamente para os meus camaradas , obediente com os meus superiores hierárquicos , justo com os meus concidadãos , procurando sempre , com dignidade ,executar as ordens recebidas , e servir de exemplo aos meus camaradas , no fiel cumprimento do dever . "( ABAIXO , BOMBEIROS DE JOINVILLE EM CERIMÔNIA DE FORMATURA )
Todo início é difícil e não foi diferente com os bombeiros de Joinville : o escasso equipamento da corporação - escada de madeira , baldes de lona , machadinhas , facões e uma bomba manual ( veio da Alemanha em abril de 1893 e foi adquirida com o auxílio da Prefeitura ) era guardado em um galpão em local onde hoje existe a PRAÇA NEREU RAMOS ( ABAIXO , FOTO DA PRAÇA , PROVAVELMENTE DA DÉCADA DE 40 - boa parte dos equipamentos era confeccionada por um seleiro chamado FRIEDRICH STOLL e que foi justamente um dos fundadores do Corpo de Bombeiros de Joinville )
e a corporação só teria uma sede própria 21 anos após a sua fundação ( a primeira sede - por sinal , no mesmo local onde está hoje - ABAIXO - foi inaugurada em 23 de fevereiro de 1913 e o terreno - localizado na então RUA DA CERVEJA , hoje Jaguaruna - foi adquirido com o dinheiro arrecadado em uma campanha popular ) .
Os treinamentos aconteciam em um campo anexo a sede do CLUBE DOS GINÁSTICOS ( ABAIXO ) e havia um bom motivo para isso : boa parte dos fundadores da corporação era de atletas e sócios daquele clube ( entre os fundadores também havia um grupo ligado à MAÇONARIA ) .
Curiosamente o primeiro acontecimento a contar com a presença dos bombeiros não foi um incêndio mas talvez algo até mais complicado do que extinguir o fogo naquela longínqua e precária época : em virtude de uma notícia que deixou praticamente todos os cerca de 15.000 moradores de Joinville em polvorosa , em novembro de 1893 os bombeiros juntaram-se aos ginastas formando uma tropa de 200 homens para defender a cidade . Motivo : uma turba de cerca de 300 homens esfarrapados , mal encarados , violentos , sujos , oriundos do Rio Grande do Sul ( ABAIXO ) e comandados por um certo JUCA TIGRE estava se dirigindo para Joinville .......
Vivia-se um pesadelo , bem real , chamado REVOLUÇÃO FEDERALISTA : na estúpida guerra civil - que tivera início a partir de uma disputa de poder no Rio Grande do Sul , terminou em 1895 e ficou marcada por atos cruéis como estupros , fuzilamentos e decapitações coletivas - as forças rebeldes lutavam contra o então presidente-general-ditador alagoano FLORIANO PEIXOTO ( 1839-1895 ) e ainda por cima o então prefeito - o poderoso médico e empresário baiano ABDON BATISTA ( 1851-1922 - ABAIXO ) tinha simpatias pelos rebeldes ; por tudo isso esperava-se pelo pior .....
Felizmente não aconteceu não grande incidente ( as forças rebeldes estiveram acampadas nas proximidades do local onde então existia um pequeno e rústico porto - ABAIXO - e que mais tarde seria aterrado para a construção do Mercado Público ) e , pelo seu ato de coragem , os bombeiros acabaram sendo reconhecidos pelo Exército brasileiro , na figura do capitão FREDERICO GUILHERME PINTO DE GUSMÃO : ele ofereceu á corporação um retrato autografado , o que simbolizava REVERÊNCIA e GRATIDÃO ......
A primeira prova de fogo dos bombeiros , literalmente , foi um incêndio ocorrido na madrugada de 11 de fevereiro de 1895 e que atingiu o estabelecimento comercial de CARLOS SCHNEIDER , na então ZIEGLEISTRASSE ( Rua da Olaria , a atual Rua do Príncipe - ABAIXO ) : depois de 3 horas o fogo foi extinto e seguindo uma velha e germaníssima tradição , o proprietário da edificação atingida ofereceu CERVEJAS aos bombeiros.......
Assim como geralmente todo início costuma ser difícil a PRIMEIRA VEZ também não costuma ser muito boa : afoitos , desorganizados e mal comandados , os bombeiros acabaram sendo ajudados por populares , que na ânsia e louvável vontade de ajudar acabaram mais atrapalhando o trabalho dos bombeiros . Em consequência disso uma lei municipal datada de 25 de fevereiro de 1895 proibia o trânsito em volta do local do incêndio , determinava a ocupação de residências vizinhas pelos bombeiros sema ser necessária a permissão de seus proprietários e chegava a té a prever a prisão de pessoas que insistissem em atrapalhar o trabalho dos bombeiros......( ABAIXO , BOMBEIROS ANTES DE EXERCÍCIO DE TREINAMENTO EM LOCAL ONDE HOJE ESTÁ O SHOPPING " CIDADES DAS FLORES " )
Curiosamente os incêndios eram anunciados através de um sistema de CORNETAS , que eram tocadas em casas previamente escolhidas e para se fazer parte da corporação eram necessários diversos requisitos : vida ilibada , comportamento honesto e másculo ( ! ) , sobriedade , pontualidade , perseverança , disciplina , obediência hierárquica irrepreensível e era proibido o uso de expressões chulas e de baixo calão ( imagine se essa proibição ainda existisse.......) ........( ABAIXO, BOMBEIROS DE JOINVILLE EM CERIMÔNIA DE FORMATURA )
Isso não deixa de ser um reflexo de algo que durante muito tempo caracterizou a sociedade alemã e foi sintetizado no seguinte ditado : " Se você quer agradar a um alemão dê à ele UMA FARDA ( ABAIXO ) , uma cerveja e um motor para consertar " .......
Como você já pôde perceber , em nenhuma das situações expostas houve participação de alguma mulher : felizmente muitos tabus já caíram e , ao contrário de décadas atrás , já é possível encontrar UMA MULHER BOMBEIRA ( ABAIXO ) . Esse é o caso da joinvilense SANDRA POSSAMAI : o vídeo do dia traz um depoimento onde , entre outras coisas , ela revela o que levou a tomar a nobre e corajosa atitude de realizar sacrifícios pessoais em favor do próximo......VALE A PENA CONFERIR !
Não se tratava de algum evento social , apresentação de teatro ou música ou qualquer outro evento de natureza cultural mas sim de um fato que estava prestes a entrar para a história não só de Joinville mas também do Brasil : a partir das 19 horas um grupo de 40 homens , exercendo as mais diversas profissões e sendo em sua quase totalidade imigrantes alemães ou filhos de imigrantes alemães ( entre eles estavam CARL LANGE , prefeito de Joinville entre 1873 e 1874 , e OSCAR ANTÔNIO SCHNEIDER - ABAIXO - , prefeito no período entre 1907 e 1911 ) ,
deu início à reunião que culminou na criação do CORPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE JOINVILLE ( uma reunião preliminar já havia acontecido no mesmo Salão Berner , em 29 de junho ) .......Ficou decidido que a joia ( taxa de admissão ) para ser admitido na corporação seria de 1.000 réis , que a sua mensalidade seria de 200 réis , assim como os nomes de seu comandante ( o professor , jornalista e imigrante alemão VICTOR MUELLER , radicado em Joinville desde 1886 ) , vice-comandante (OSCAR ANTÔNIO SCHNEIDER ) , chefe de almoxarifado ( E. WASSERMANN ) , tesoureiro ( OTTO DELITSCH ) e secretário ( ALEXANDRE SCHLEMM ) . ( ABAIXO , ALGUNS DOS FUNDADORES DO CORPO DE BOMBEIROS DE JOINVILLE )
Além do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro ( criado pelo então imperador DOM PEDRO II - ABAIXO - em 1856 ) , existiam mais corporações do gênero em mais algumas raras cidades do Brasil mas nenhuma delas funcionava em REGIME DE VOLUNTARIADO : algo que era há cerca de 2 séculos mais do que comum na Alemanha em um país onde o povo desde sempre espera pela boa vontade dos governantes , onde prevalece o infame " VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO ? " e onde as decisões sempre foram impostas à sociedade por uma minoria privilegiada era uma grandesíssima e agradabilíssima novidade ......
Talvez mais até do que a vontade em ajudar o próximo o que motivou aqueles homens àquele histórico ato foram a NECESSIDADE e a URGÊNCIA : ainda estavam frescos na memória de todos os terríveis incêndios ocorridos em 4 de julho de 1891 ( que atingiu o estabelecimento comercial pertencente à GUSTAV TRINKS , localizado na então RUA DO MEIO , hoje XV de Novembro - ABAIXO , VISTA DE PARTE DESSA RUA , EM FOTO DATADA DE 1866 ) e na noite de 7 de julho de 1892 ( na residência e estabelecimentos comercial pertencentes a HENRIQUE WALTER ) .
Naquela histórica reunião de 13 de julho de 1892 , perante um bom número de pessoas e sob os lemas " UM POR TODOS E TODOS POR UM " e " EM NOME DE DEUS E EM DEFESA DO PRÓXIMO " - os fundadores da corporação que estava surgindo fizeram o seguinte juramento , em alemão : " Juro cumprir com meus deveres como bombeiro , sem distinção para coma pessoa que necessite os meus serviços , e de seguir sempre à risca as determinações dos estatutos da corporação ; portar-me pacificamente para os meus camaradas , obediente com os meus superiores hierárquicos , justo com os meus concidadãos , procurando sempre , com dignidade ,executar as ordens recebidas , e servir de exemplo aos meus camaradas , no fiel cumprimento do dever . "( ABAIXO , BOMBEIROS DE JOINVILLE EM CERIMÔNIA DE FORMATURA )
Todo início é difícil e não foi diferente com os bombeiros de Joinville : o escasso equipamento da corporação - escada de madeira , baldes de lona , machadinhas , facões e uma bomba manual ( veio da Alemanha em abril de 1893 e foi adquirida com o auxílio da Prefeitura ) era guardado em um galpão em local onde hoje existe a PRAÇA NEREU RAMOS ( ABAIXO , FOTO DA PRAÇA , PROVAVELMENTE DA DÉCADA DE 40 - boa parte dos equipamentos era confeccionada por um seleiro chamado FRIEDRICH STOLL e que foi justamente um dos fundadores do Corpo de Bombeiros de Joinville )
e a corporação só teria uma sede própria 21 anos após a sua fundação ( a primeira sede - por sinal , no mesmo local onde está hoje - ABAIXO - foi inaugurada em 23 de fevereiro de 1913 e o terreno - localizado na então RUA DA CERVEJA , hoje Jaguaruna - foi adquirido com o dinheiro arrecadado em uma campanha popular ) .
Os treinamentos aconteciam em um campo anexo a sede do CLUBE DOS GINÁSTICOS ( ABAIXO ) e havia um bom motivo para isso : boa parte dos fundadores da corporação era de atletas e sócios daquele clube ( entre os fundadores também havia um grupo ligado à MAÇONARIA ) .
Curiosamente o primeiro acontecimento a contar com a presença dos bombeiros não foi um incêndio mas talvez algo até mais complicado do que extinguir o fogo naquela longínqua e precária época : em virtude de uma notícia que deixou praticamente todos os cerca de 15.000 moradores de Joinville em polvorosa , em novembro de 1893 os bombeiros juntaram-se aos ginastas formando uma tropa de 200 homens para defender a cidade . Motivo : uma turba de cerca de 300 homens esfarrapados , mal encarados , violentos , sujos , oriundos do Rio Grande do Sul ( ABAIXO ) e comandados por um certo JUCA TIGRE estava se dirigindo para Joinville .......
Vivia-se um pesadelo , bem real , chamado REVOLUÇÃO FEDERALISTA : na estúpida guerra civil - que tivera início a partir de uma disputa de poder no Rio Grande do Sul , terminou em 1895 e ficou marcada por atos cruéis como estupros , fuzilamentos e decapitações coletivas - as forças rebeldes lutavam contra o então presidente-general-ditador alagoano FLORIANO PEIXOTO ( 1839-1895 ) e ainda por cima o então prefeito - o poderoso médico e empresário baiano ABDON BATISTA ( 1851-1922 - ABAIXO ) tinha simpatias pelos rebeldes ; por tudo isso esperava-se pelo pior .....
Felizmente não aconteceu não grande incidente ( as forças rebeldes estiveram acampadas nas proximidades do local onde então existia um pequeno e rústico porto - ABAIXO - e que mais tarde seria aterrado para a construção do Mercado Público ) e , pelo seu ato de coragem , os bombeiros acabaram sendo reconhecidos pelo Exército brasileiro , na figura do capitão FREDERICO GUILHERME PINTO DE GUSMÃO : ele ofereceu á corporação um retrato autografado , o que simbolizava REVERÊNCIA e GRATIDÃO ......
A primeira prova de fogo dos bombeiros , literalmente , foi um incêndio ocorrido na madrugada de 11 de fevereiro de 1895 e que atingiu o estabelecimento comercial de CARLOS SCHNEIDER , na então ZIEGLEISTRASSE ( Rua da Olaria , a atual Rua do Príncipe - ABAIXO ) : depois de 3 horas o fogo foi extinto e seguindo uma velha e germaníssima tradição , o proprietário da edificação atingida ofereceu CERVEJAS aos bombeiros.......
Assim como geralmente todo início costuma ser difícil a PRIMEIRA VEZ também não costuma ser muito boa : afoitos , desorganizados e mal comandados , os bombeiros acabaram sendo ajudados por populares , que na ânsia e louvável vontade de ajudar acabaram mais atrapalhando o trabalho dos bombeiros . Em consequência disso uma lei municipal datada de 25 de fevereiro de 1895 proibia o trânsito em volta do local do incêndio , determinava a ocupação de residências vizinhas pelos bombeiros sema ser necessária a permissão de seus proprietários e chegava a té a prever a prisão de pessoas que insistissem em atrapalhar o trabalho dos bombeiros......( ABAIXO , BOMBEIROS ANTES DE EXERCÍCIO DE TREINAMENTO EM LOCAL ONDE HOJE ESTÁ O SHOPPING " CIDADES DAS FLORES " )
Curiosamente os incêndios eram anunciados através de um sistema de CORNETAS , que eram tocadas em casas previamente escolhidas e para se fazer parte da corporação eram necessários diversos requisitos : vida ilibada , comportamento honesto e másculo ( ! ) , sobriedade , pontualidade , perseverança , disciplina , obediência hierárquica irrepreensível e era proibido o uso de expressões chulas e de baixo calão ( imagine se essa proibição ainda existisse.......) ........( ABAIXO, BOMBEIROS DE JOINVILLE EM CERIMÔNIA DE FORMATURA )
Isso não deixa de ser um reflexo de algo que durante muito tempo caracterizou a sociedade alemã e foi sintetizado no seguinte ditado : " Se você quer agradar a um alemão dê à ele UMA FARDA ( ABAIXO ) , uma cerveja e um motor para consertar " .......
Como você já pôde perceber , em nenhuma das situações expostas houve participação de alguma mulher : felizmente muitos tabus já caíram e , ao contrário de décadas atrás , já é possível encontrar UMA MULHER BOMBEIRA ( ABAIXO ) . Esse é o caso da joinvilense SANDRA POSSAMAI : o vídeo do dia traz um depoimento onde , entre outras coisas , ela revela o que levou a tomar a nobre e corajosa atitude de realizar sacrifícios pessoais em favor do próximo......VALE A PENA CONFERIR !
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