sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Agende-se:Lançamento do livro H2O de Rodrigo Schwartz

Como já havíamos comentado em outra oportunidade,amanhã acontecerá o lançamento do livro do jornalista RODRIGO SCHWARTZ.PRESTIGIE OS ESCRITORES LOCAIS!Abaixo um interesante comentário da CONFRARIA DO ESCRITOR a respeito do livro,CONFIRA: "Só não digo que o livro vai vender igual água porque a distribuição será gratuita e esse é mais um motivo para os colegas prestigiarem o evento. No próximo sábado, dia 03, às 10h, na Estação da Memória(FOTO ABAIXO), o pai da Lara, Rodrigo Schwarz, também jornalista, escritor e nosso confrade e parceiro, faz o lançamento do livro infantojuvenil "Missão H2O", obra editada pela Mercado de Comunicação, com patrocínio da Companhia Águas de Joinville (CAJ), e que conta com ilustrações do ilustre Fábio Abreu. Os exemplares serão entregues de graça para o público presente. O restante da tiragem será distribuído também gratuitamente para as escolas da rede municipal de ensino de Joinville. Contemplado no edital da CAJ, o "Missão H2O"(VER CAPA ABAIXO) une leitura e ecologia para crianças e adolescentes. Enquanto pela leitura se forma um cidadão bem informado, pela ecologia se garante a preservação do ambiente onde todos vivem. No livro, o incentivo à leitura e a conscientização ambiental se cruzam numa trama que destaca a importância da preservação dos nossos recursos hídricos. O protagonista nessa história é Anolis. Vindo de um planeta onde a água é o bem mais valioso, ele chega à Terra para explorar o rio Cubatão, em Joinville, mas vê que tem gente que não está cuidando do rio como deveria. Começa aí a missão H2O. E por aqui fica o convite para você conhecer o desfecho desse roteiro. Abraços."

Momento Lírico:Poeta Artista

Agora um poema de autoria do poeta,líder comunitário e ex-professor OSNI LEOPOLDO BATISTA .Trata-se de um auto retrato da nem sempre compreendida função de poeta.Confira: "O poeta é um artista Artista da palavra escrita Escrita com esperança, Esperança de comunicar, Comunicar a paz, A paz que todos almejam, Almejam sem cessar, A paz filha da justiça, Justiça e fraternidade, Fraternidade e solidariedade, Que edificam a humanidade"

Aconteceu:Lançamento do livro da Associação Confraria das Letras

Como já havíamos divulgado,no último dia 25 de julho ocorreu o lançamento do livro da Associação Confraria das Letras.São os escritores de Joinville ganhando cada vez mais espaço e conquistando o apoio de uma das maiores livrarias do país!Fiquem agora com as palavras da própria Associação: "No dia 25 de julho de 2013 com espírito comemorativo ao dia do escritor ocorreu o lançamento da 3ª antologia Confraria das Letras na Livraria Curitiba do Shopping Mueller. A antologia Confraria das Letras é fruto da Associação Confraria das Letras que se reúnem mensalmente na Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin. Nesta edição tivemos 16 escritores participando com poemas, contos e crônicas. Escritores participantes da obra: José Fernandes, Dúnia de Freitas, Odenilde Nogueira Martins, Marcos Laffin, Maria de Fátima Joaquim, Denise Aidar, Marcílio Mangerônio de Freitas, José Wanderlei Resende, Sílvio Vieira, Renni Schoenberger, Márcia Cordeiro, Juliano Maciel, Marcos Aurélio Carvalho, Salustiano Souza, Vivaldo Bordin Jr., Nilza Helena da Silva Vilhena. Foi um momento festivo a todos os escritores presentes ao evento. David Gonçalves, presidente da Associação Confraria das Letras fez os agradecimentos a todos os participantes e apoiadores do movimento, apresentou também os escritores da 3ª antologia. Declamação de poemas e leituras de textos abrilhantaram os olhares encantados na noite fria e ao mesmo calorosa de amizades. Finalizando com autógrafos dos escritores. Agradecimentos especiais a Fundação Cultural e a Gutzzerie Confeitaria por oferecer ao lançamento da 3ª antologia Confraria das Letras 150 salgadinhos para o coquetel"

Um pouco de polêmica:Pomerode

A seguir um texto do professor JULIANO CARVALHO BUENO em sua última visita a quase vizinha e "alemã" cidade de Pomerode e que mostra a diferença de administração e mentalidade entre lá e aqui: "Estive na acolhedora Pomerode(FOTO ABAIXO) ontem a tarde. Gosto de observar tudo. Mas um detalhe me chamou atenção: A conservação das ruas pavimentadas com paralelepípido. Sinceramente invejei, pois aqui em Joinville tem buraco onde menos você espera. Claro que não dá para comparar o trânsito de lá com o daqui. Mas organização,manutenção e respeito ao cidadão devem partir primeiro de nossas autoridades...para daí sim se ter moral para cobrar da população."

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Micro entrevista:Luciano Cavichiolli,presidente da AJOTE

Iniciamos agosto entrevistando o presidente da Associação Joinvilense de Teatro(AJOTE),LUCIANO CAVICHIOLLI. Esta pequena entrevista mostra que as artes cênicas em Joinville não só sobrevivem como estão crescendo e já têm um público fiel E QUE O POVO PODE SIM TER ACESSSO A BONS ESPETÁCULOS DE TEATRO NA CIDADE!CONFIRA A ENTREVISTA: "1-ALAMEDA CULTURAL-DESCREVA UM POUCO DO QUE É A AJOTE: A AJOTE completou 10 anos em 2011, é uma entidade que reúne 16 grupos de teatro em Joinville. No momento estamos preparando o CENA 10, a Mostra de Teatro de Joinville que acontece em agosto. 2-ALAMEDA CULTURAL-COMO ESTÁ A SITUAÇÃO DOS ATORES EM JOINVILLE? A situação é favorável, os atores de Joinville tem uma associação que os representa. Tem um espaço para ensaio e apresentações com uma boa estrutura, e tem um Sistema de Desenvolvimento pela Cultura em Joinville - SIMDEC, que permite que os seus projetos sejam realizados. 3-ALAMEDA CULTURAL-O QUE ESTÁ SENDO FEITO PARA POPULARIZAR O TEATRO EM JOINVILLE? A AJOTE vem ao longo dos anos desenvolvendo eventos e atividades para a popularização do teatro, Já foram 10 edições do CENA, Teatro Invade, CENA ABERTA, apresentações gratuitas nos bairros... e uma série de cursos e oficinas abertos a comunidade.

Contos de Joinville:Vidas e Faróis

Mês novo,seção nova no ALAMEDA CULTURAL!A cada semana publicaremos uma pequena história escrita por algum escritor joinvilense.E a honra de abrir nossa nova seção é de VIVALDO BORDIN JÚNIOR,corretor de imóveis,poeta e contista.VAMOS CONFERIR! "Cotidiano de um operário é assim mesmo,trabalho,atenção,dedicação e cansaço.Ele,naquela noite,já havia cumprido sua jornada.Chegou a rodovia estafado das máquinas,dos clecs,clacs,vapores de peças e óleos.Sonhava com o cheiro de sua casa,o veludo das pernas da patroa,o cangote do seu filho,logo estaria lá.No asfalto as luzes passavam riscantes,carregando o som pesado de muitos motores,aumentando o lufar do vento ,que escorria forte,gelado,rigoroso,do inverno.E ele a viu,brotou um sentimento insano,sentiu-se quente,teso,suado,como a desejou. Cotidiano de uma rameira é assim mesmo,dorme quase o dia todo,quase todo dia,numa vida em serpentinas.Naquela noite levara os filhos para a casa de sua mãe;depois,de volta ao seu canto,arrumou-se para a caçada diária.Após a maquiagem colocou um conjunto de lingerie e cinta-liga vermelho chocante.Vestiu o sobretudo longo, para encarar o frio e rumou para cumprir sua luta ,se exibindo aos faróis,revelando o seu corpo aos olhares dos veículos ,aos açoites dos ventos gelados.Foi quando ela o viu e,por um momento inútil,imaginou-se entre os pneus ,sendo dominada por aquele borracheiro gigante ,desejou-o ,úmida,ardeu em calor,como o queria. Cotidiano de borracheiro é assim mesmo,cansativo,estúpido,suado,marretado,coisas de peso-pesado naquela noite fria.As luzes da jamanta chegaram iluminando pátio,motor do 'bruto' rugindo ,parando o seu corpanzil,alardeando que chegara a hora do borracheiro se esforçar na labuta,arrumando o sapato preto do gigante.E os viu,num lapso cansado,no vento noturno,no instante em que se preparava para soltar as porcas e borrachas .Primeiro divisou a moça mostrando suas curvas e olhando para ele .Do outro lado enxergou o operário,que olhava para a garota de um jeito tão guloso que só para os maliciosos esse olhar se revelava.O borracheiro olhou bem os dois e tremeu,ele desejou.Gemia ,fazendo força,trabalhando,querendo,ardendo suando.Como os almejava,sim,os dois,os dois."

Um pouco de polêmica:depoimento com o escritor BORIS PAHOR-última parte

Nesta última parte do depoimento do escritor esloveno BORIS PAHOR,publicada no site PAULOPES, é exposta sua visão sobre DEUS: "No entanto, foi o fato de ter visto os inúmeros esqueletos de Natzweiler, Dachau, Dora, Harzungen e Bergen Belsenque me fez refletir sobre a onipotência e a bondade de Deus. Foi ali que eu disse a mim mesmo – como depois encontrei escrito em Hans Jonas, o filósofo judeu que se interroga sobre o conceito de Deus depois de Auschwitz(FOTO ABAIXO) – que o mal, a bondade absoluta e o sumo poder não podem estar juntos, um deles tem que ceder: ou o sumo poder, ou a suma bondade. Um católico se salvaria dizendo que Deus criou o ser humano livre, portanto responsável pelo mal que faz. Concordo, digo eu, mas se partirmos do pressuposto de que Deus, como ser divino, vê o futuro e aceita o mal que os seres humanos fazem – a terra que tremerá e os fará morrer aos milhares, as pestes que ceifarão vítimas aos milhares, o câncer que matará de todas as formas pelas quais poderá se manifestar – eu excluo que ele seja sumamente bom. Não pode ser bom um Deus que não renuncia criar um mundo assim. E se não pode renunciar a isso ele não é a suma autoridade, não é Deus Então, eu concluo com Einstein: se Deus é uma divindade que não se interessa pelo mundo, ou, melhor, que não criou o mundo porque ele não tinha a faculdade para isso, nem sentia a necessidade disso – como diz Lucrécio ou como, antes dele, pensavam Heráclito e Parmênides, e mais tarde Spinoza –, então ele não tem nem inteligência nem vontade. Para citar Santo Agostinho(ILUSTRAÇÃO ABAIXO): Sine intelligentia creatorem ou lumen superrationale. Fiquei com Spinoza, com Deus sive natura, com Spinoza explicado excelentemente por Giuseppe Renzi, Spinoza honesto e corajoso que coloca os humanos diante da verdade, isto é, afirmando que eles estão sozinhos e devem encontrar a forma de viver em sociedade. Sim, comecei a me ocupar também do nosso destino depois de voltar vivo dos campos de concentração. Ousei colocar em dúvida o ensinamento recebido, que, quando jovem, eu aceitava como verdade indiscutível quando, ao invés, ela era, como eu descobri, totalmente discutível. (...) A minha posição é análoga à do amigo Stéphane Hessel, caro amigo infelizmente falecido. Quando perguntaram ao grande escritor Mario Rigoni Stern (FOTO ABAIXO)o que era para ele a religião, ele respondeu: "Deter-me em silêncio no bosque". Era o que eu fazia quando caminhava entre as árvores no caminho que sobe ao planalto cársico. Agora sou mais modesto e, de manhã, me recolho diante da infinita expansão do mar."