Os contos espanhóis , por sua vez , foram compilados pelo PRÍNCIPE DE VILHENA ( 1282-1348 ) e foram baseados em pensamentos e histórias de pensamentos gregos clássicos , como ESOPO , e em contos do antigo reino da Pérsia , o atual Irã . Andersen não chegou a ler os originais em espanhol mas sim uma de suas versões , em alemão , e dali surgiu essa maravilha da literatura infantil , que você deve ter ouvido muitas quando criança e que acabou de ler há pouco . Assim como aquela inocente criança que expôs uma situação ridícula vivida por um rei ,cabe também ao HUMOR expor as mazelas da sociedade , as suas contradições , seus absurdos , a sua nudez , o ridículo dos reizinhos de plantão......Além de fazer as pessoas , o que por si só já uma tarefa difícil , fazer humor também é ser inconformado , contestar , questionar o status quo , ser revolucionário , algo que a absurda e inexplicável ditadura do chamado POLITICAMENTE CORETO nos últimos tempos vem tentando anular , pois hoje em dia fazer humor virou uma atividade arriscada.......Eles estão sempre atentos ao que acontece aqui em terras de Dona Francisca e sempre estão fazendo divertidas paródias a respeito de fatos e caraterísticas da cultura de Joinville . Pois a garotada do canal virtual MACHADO PLUSHD desta vez caprichou e o resultado foi o impagável vídeo que postamos há pouco e que é a respeito do rei , ops ! , prefeito UDO DOEHLER ( ABAIXO ) . CONFIRA E DIVIRTA-SE !
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Papai Chegou !
Com certeza você já escutou diversas vezes esta história ao longo de sua infância , mas não custa nunca repeti-la : Era uma vez um rei extremamente vaidoso e que se preocupava mais com as suas novas e caras roupas do que com o bem estar de seus súditos . Era uma vez um bandido que logo soube da existência desse rei e se fez passar por uma alfaiate vindo de uma terra distante , oferecendo ao rei uma roupa cara , bela e diferente : só os inteligentes e astutos poderiam vê-la . O rei não pensou duas vezes e deu ao falso alfaiate vários baús abarrotados de riquezas e linhas de ouro , seda e outros materiais caros e raros para que pudesse confeccionar a tal roupa . Após certo tempo e cansado de esperar , o rei e seus auxiliares dirigiram-se a casa do alfaiate de araque , que lhes mostrou a suposta roupa em cima de uma mesa vazia e , mesmo não vendo absolutamente nada , o rei e seus auxiliares fizeram rasgados elogios ao "trabalho do alfaiate " . O rei marcou um pomposo desfile para que seus súditos pudessem ver sua mais nova e cara "roupa " , e tudo ia bem quando a farsa acabou sendo desmascarada por um menino , que gritou " O REI ESTÁ NU ! " , mas mesmo assim o orgulhoso , narcisista e já humilhado e desmoralizado rei prosseguiu o desfile........Uma das mais conhecidas histórias do escritor , contista , dramaturgo e poeta dinamarquês HANS CHRISTIAN ANDERSEN ( 1805-1875 - ABAIXO ) - A ROUPA NOVA DO REI - foi originalmente publicada em 1837 e baseou-se em uma coletânea espanhola de 55 contos de caráter moral , publicados originalmente em 1335 com o título de EL CONDE LUCANOR .
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Agende-se : A Beleza do Simples
Ele está longe de ser algo sofisticado , muito pelo contrário , é simples e qualquer um pode aprendê-lo ..... afinal quem não gosta de ouvir o som de um VIOLÃO bem tocado ! Pois amanhã ( 28 de agosto ) , além da certeza de um bom espetáculo , haverá uma boa oportunidade para se conferir os novos talentos musicais de Joinville . CONFIRA :
"AUDIÇÃO DE VIOLÃO
HORÁRIO : 19h30
LOCAL : Casa da Cultura Fausto Rocha Junior (R. Dona Francisca, 800, Saguaçu)
ENTRADA : Gratuita
"AUDIÇÃO DE VIOLÃO
HORÁRIO : 19h30
LOCAL : Casa da Cultura Fausto Rocha Junior (R. Dona Francisca, 800, Saguaçu)
ENTRADA : Gratuita
O Homem do Chapéu Ridículo
Ele é um típico caso de polivalência : pode ser aquele amigo companheiro que nos protege das intempéries do clima ; pode ser aquele companheiro de trabalho , indicando a profissão de quem o usa ; pode ser um sinal de distinção , representando uma classe social ; pode ser o símbolo de um determinado ou de algum tipo de manifestação cultural ; pode ser um personagem protagonista do glamouroso mundo da moda , representando charme e elegância .......até mesmo no esporte das multidões - o futebol - ele está presente , dando nome a uma raro tipo de drible no adversário .......enfim , o CHAPÉU ( o nome tem origem no francês CHAPEL , que é um diminutivo de CAPPA , ou seja , " peça para cobrir a cabeça '" ) pode ter inúmeras funções e também é possível que nossos remotos ancestrais já utilizassem vagamente parecido com ele para proteger suas pré- históricas cabeças ; com tempo passou a ser um sinal de distinção masculino : só poderia usá-lo quem fosse chefe de alguma tribo ou clã . As referências mais antigas , porém , datam de cerca de 4.000 anos antes de Cristo , na região da Mesopotâmia , o atual Iraque : na verdade eram pedaços de tecido que serviam para proteger e prender os cabelos e que é uma espécie de avô da bandana . Com o tempo evoluiu para uma espécie de capuz , feito de couro ou tecido e no antigo Egito apenas nobres , militares e sacerdotes poderiam utilizá-lo . O chapéu propriamente dito só surgiu por volta do século 4 antes de Cristo , quando os antigos gregos criaram o PÉGASO , feito de lã , palha ou couro e de abas longas . Era utilizado por fazendeiros e viajantes , foi mais tarde disseminado entre os romanos ( os escravos romanos não poderiam usá-lo ) e utilizado até o período da Idade Média ( havia uma versão , sem abas , chamada PÍLEO ) . Também na Idade Média as mulheres foram proibidas , pela Igreja , de mostrar seus cabelos : o jeito era utilizar um tecido de linho que ia até debaixo dos ombros , algo parecido com os atuais véus de noiva . Coma ascenção do movimento hippie , nas décadas de 60 e 70 , ter cabelos longos e soltos era sinal de rebeldia e liberdade e usar chapéu passou a ser sinônimo de ser ultrapassado e careta Nestes cerca de 6.000 anos existiram ou existem 57 tipos de chapéu ou de acessórios para se utilizar na cabeça . Cafona ou não , o chapéu também pode servir de mote para mais uma das divertidas histórias de HILTON GORRESEN , que hoje nos conta uma história ao mesmo tempo divertida , filosófica e trágica . CONFIRA :
"Quando ele ia saindo, a mulher o interpelou:
– Não me diga que você vai sair pra rua com este chapéu ridículo!
A mulher era daquelas que se incomodava com o que os outros iriam
dizer, e falou: o que os outros não vão dizer?
–Tô me lixando para os outros. Quem sabe da minha vida sou eu.
E continuou despejando tudo aquilo que se fala sobre a independência de
comportamento. No fundo, ele sabia que era um frustrado. Tinha um
empreguinho em pequena empresa e vivia sendo humilhado pelo chefe,
com
perspectiva de ser despedido; estava inadimplente no banco,
a saúde não
andava lá essas coisas... Sua teimosia, muitas vezes ridícula, era uma espécie
de protesto. Não podia mudar a realidade que o cercava, mas podia mostrar
que não se curvava à opinião alheia.
Quando saiu à rua, caminhando, uma criança, no outro lado, puxou pelo
vestido da mãe e falou:
– Mãe, olha lá um homem com o chapéu gozado!
Esperava que criticassem sua teimosia, para ter o prazer de não abrir
mão dela; quanto mais o condenavam, mais implicante se tornava.
Fazia questão que os outros o olhassem
e comentassem, chegava a
babar de uma falsa satisfação. Essa revolta surda, particular, era tudo o que
possuía. Jogava suas frustrações para baixo do tapete, incapaz de enfrentá-
las, remando contra a maré da 'normalidade', assim como alguns funcionários
compensam sua mediocridade complicando a vida dos usuários.( ABAIXO , ATENDENTES DE TELEMARKETING )
Se era normal ser um fanático por clubes esportivos
ou por partidos
políticos
– em que o chefe era como um rei, tudo o que falava transformava-se
em verdade inconteste – então ele estava fora. Não era também como esses
bobocas que ficam transtornados diante de um artista
ou de um jogador
famoso, gritando e tendo chiliques. Moda, para ele, era uma besteira
transitória; depois de algum tempo tudo que fora moda tornava-se ridículo,
como os espartilhos femininos ou, mais recente, a calça boca de sino.
Como se
vê, um ' sem noção '.
Dois adolescentes passaram de bicicleta
e deram gargalhadas,
apontando para ele. Mandou-os para aquele lugar.
O que faria se todos o
ignorassem? Sua revolta íntima seria um desperdício.
Assim caminhava, mostrando ao mundo sua independência, sua aversão
a modas e costumes. Alguns diriam que era um maníaco.
Nesse dia, quem passasse por determinada rua da cidade teria ouvido um
estrondo repentino num cruzamento, gente correndo, vidros espalhados pelo
chão. E se perguntasse a alguém sobre o acontecido, teria ouvido como
resposta:
– Atropelarem um homem com um chapéu ridículo. "
"Quando ele ia saindo, a mulher o interpelou:
– Não me diga que você vai sair pra rua com este chapéu ridículo!
A mulher era daquelas que se incomodava com o que os outros iriam
dizer, e falou: o que os outros não vão dizer?
–Tô me lixando para os outros. Quem sabe da minha vida sou eu.
E continuou despejando tudo aquilo que se fala sobre a independência de
comportamento. No fundo, ele sabia que era um frustrado. Tinha um
empreguinho em pequena empresa e vivia sendo humilhado pelo chefe,
com
perspectiva de ser despedido; estava inadimplente no banco,
a saúde não
andava lá essas coisas... Sua teimosia, muitas vezes ridícula, era uma espécie
de protesto. Não podia mudar a realidade que o cercava, mas podia mostrar
que não se curvava à opinião alheia.
Quando saiu à rua, caminhando, uma criança, no outro lado, puxou pelo
vestido da mãe e falou:
– Mãe, olha lá um homem com o chapéu gozado!
Esperava que criticassem sua teimosia, para ter o prazer de não abrir
mão dela; quanto mais o condenavam, mais implicante se tornava.
Fazia questão que os outros o olhassem
e comentassem, chegava a
babar de uma falsa satisfação. Essa revolta surda, particular, era tudo o que
possuía. Jogava suas frustrações para baixo do tapete, incapaz de enfrentá-
las, remando contra a maré da 'normalidade', assim como alguns funcionários
compensam sua mediocridade complicando a vida dos usuários.( ABAIXO , ATENDENTES DE TELEMARKETING )
Se era normal ser um fanático por clubes esportivos
ou por partidos
políticos
– em que o chefe era como um rei, tudo o que falava transformava-se
em verdade inconteste – então ele estava fora. Não era também como esses
bobocas que ficam transtornados diante de um artista
ou de um jogador
famoso, gritando e tendo chiliques. Moda, para ele, era uma besteira
transitória; depois de algum tempo tudo que fora moda tornava-se ridículo,
como os espartilhos femininos ou, mais recente, a calça boca de sino.
Como se
vê, um ' sem noção '.
Dois adolescentes passaram de bicicleta
e deram gargalhadas,
apontando para ele. Mandou-os para aquele lugar.
O que faria se todos o
ignorassem? Sua revolta íntima seria um desperdício.
Assim caminhava, mostrando ao mundo sua independência, sua aversão
a modas e costumes. Alguns diriam que era um maníaco.
Nesse dia, quem passasse por determinada rua da cidade teria ouvido um
estrondo repentino num cruzamento, gente correndo, vidros espalhados pelo
chão. E se perguntasse a alguém sobre o acontecido, teria ouvido como
resposta:
– Atropelarem um homem com um chapéu ridículo. "
Palácio dos Sons
Era uma um jovem e belo príncipe europeu . Ele era oficial da marinha de seu país e lhe foi dada uma missão : trazer , de uma remota ilha do oceano Atlântico , os restos mortais de um outrora poderoso líder político-militar de seu país . Só que antes de chegar ao destino o navio parou em um país exótico e tropical e durante uma festa promovida pelo futuro imperador desse mesmo país , o nosso príncipe acabou se encantando ( ou se enfeitiçando ? ) por uma bela princesa , irmã do futuro imperador .......Como não poderia deixar de ser essa história só poderia ter um final feliz : cinco anos mais tarde casaram-se . Mas o que parecia ser uma história feliz de repente virou um drama : seu pai foi destronado , ele e sua família tiveram de viver exilados em um reino vizinho e , sem dinheiro , não restou outra alternativa ao nosso herói se não a de vender parte das terras que havia recebido de dote de casamento a um poderoso e ambicioso empresário ..... dois anos mais tarde , naquelas mesmas terras , surgia um modesto vilarejo , povoado por modestos imigrantes europeus . Dezenove anos e centenas de levas de imigrantes europeus depois , o vilarejo já era uma próspera e promissora cidade , embora ainda modesta , e o casal de príncipes ganhou nessa mesma cidade uma casa para chamar de sua , ou melhor um palacete ! Louças e utensílios domésticos chegaram a ser adquiridos e reservados para uma possível vinda do principesco casal mas.......Idealizado e projetado pelo engenheiro francês FREDERIC BRUESTLEIN ( 1835-1911 - ABAIXO ) , que era representante do Príncipe de Joinville e ao mesmo tempo administrador da colônia Dona Francisca ( em certa época Joinville chegou a ter 3 administradores : o diretor nomeado plea Sociedade Hamburguesa , empresa que colonizou Joinville , o nomeado pelo príncipe e o superintendente municipal , cargo equivalente hoje ao de prefeito ) , o PALÁCIO DOS PRÍNCIPES ou MAISON DE JOINVILLE , como gostava de chamar Bruestlein , teve a sua construção iniciada em fins de 1866 ; ficou pronto em 1870 ; custou exatos 17 contos , oitocentos e vinte e um mil duzentos e duzentos e sessenta e um réis , uma fortuna para a época e até 1961 abrigou todos os representantes do príncipe e de seus descendentes , que lá viviam com suas respectivas famílias ( o local de trabalho funcionava em uma pequena construção anexa ao palacete , onde atualmente funciona um auditório e um centro de recepção a grupos de visitantes ) e coube a JAROSLAU PESCH e sua família a honra de serem os últimos moradores do histórico e imponente prédio .
A sua estrutura era seguinte : no andar térreo existiam 3 salas - música , vistas e jantar , 2 copas , cozinha , despensa e banheiro ; no segundo andar havia uma suíte de casal , 3 quartos , 2 banheiros , um corredor de serviços e acesso à ala dos empregados , que era uma construção anexa ao palacete e o terceiro andar era reservado aos hóspedes . O palacete realmente recebeu o príncipe mas não o de Joinville e sim DOM PEDRO DE ORLEANS E BRAGANÇA , neto da PRINCESA ISABEL e que se hospedou no local por ocasião dos festejos do centenário da fundação de Joinville , entre 9 e 18 de março de 1951 . Simples e simpático , chegou a passear de canoa e a tomar café da manhã com os empregados do palacete ........Coube também ao príncipe coroar a RAINHA DO CENTENÁRIO , em cerimônia realizada naquele local e a contemplada acabou sendo JUTA GETSCHOW , mãe do polêmico geólogo e Homus Sincerus MILTON WENDEL , que já esteve aqui no ALAMEDA CULTURAL diversas vezes . Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro ( IPHAN ) em 1939 , o imóvel acabou sendo adquirido pela prefeitura em 1957 e nessa mesma época uma comissão , que contava entre outros com os historiadores ADOLFO BERNARDO SCHNEIDER , ELLY HERKENHOFF e a artista plástica EDITH WETZEL , passou a se encarregar de organizar o acervo de um futuro museu a funcionar no local e que acabou entrando em funcionamento em 1961 . Mas engana-se quem pensa que o MUSEU NACIONAL DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO é um local estático , vivendo exclusivamente em função do passado e de histórias curiosas.........Lá , desde 2012 , uma nova história , não só de Joinville mas também do Brasil vem sendo escrita , só que através da música ! Em um dos vídeos do dia os músicos MÁRCIO MORAES , MARISA TOLEDO e RAFAEL VIEIRA ( ABAIXO ) nos contam sobre essa nova página da história que vem sendo escrita naquele histórico e especial local . VALE A PENA CONFERIR !
A sua estrutura era seguinte : no andar térreo existiam 3 salas - música , vistas e jantar , 2 copas , cozinha , despensa e banheiro ; no segundo andar havia uma suíte de casal , 3 quartos , 2 banheiros , um corredor de serviços e acesso à ala dos empregados , que era uma construção anexa ao palacete e o terceiro andar era reservado aos hóspedes . O palacete realmente recebeu o príncipe mas não o de Joinville e sim DOM PEDRO DE ORLEANS E BRAGANÇA , neto da PRINCESA ISABEL e que se hospedou no local por ocasião dos festejos do centenário da fundação de Joinville , entre 9 e 18 de março de 1951 . Simples e simpático , chegou a passear de canoa e a tomar café da manhã com os empregados do palacete ........Coube também ao príncipe coroar a RAINHA DO CENTENÁRIO , em cerimônia realizada naquele local e a contemplada acabou sendo JUTA GETSCHOW , mãe do polêmico geólogo e Homus Sincerus MILTON WENDEL , que já esteve aqui no ALAMEDA CULTURAL diversas vezes . Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro ( IPHAN ) em 1939 , o imóvel acabou sendo adquirido pela prefeitura em 1957 e nessa mesma época uma comissão , que contava entre outros com os historiadores ADOLFO BERNARDO SCHNEIDER , ELLY HERKENHOFF e a artista plástica EDITH WETZEL , passou a se encarregar de organizar o acervo de um futuro museu a funcionar no local e que acabou entrando em funcionamento em 1961 . Mas engana-se quem pensa que o MUSEU NACIONAL DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO é um local estático , vivendo exclusivamente em função do passado e de histórias curiosas.........Lá , desde 2012 , uma nova história , não só de Joinville mas também do Brasil vem sendo escrita , só que através da música ! Em um dos vídeos do dia os músicos MÁRCIO MORAES , MARISA TOLEDO e RAFAEL VIEIRA ( ABAIXO ) nos contam sobre essa nova página da história que vem sendo escrita naquele histórico e especial local . VALE A PENA CONFERIR !
Um Pouco de Polêmica : Miseráveis Hoje , Poderosos Amanhã
Você conhece a história do Brasil , mesmo que um pouco ? Então já ouviu falar em um rei chamado DOM JOÃO VI , não é mesmo ? Aquele rei que saiu fugido de Portugal em função da invasão francesa de seu país , juntamente com sua família , nobres , mordomos , amigos , amigos dos amigos , puxa-sacos e afins costuma ter uma imagem , digamos , não muito agradável . Geralmente a imagem que muitos têm do monarca português é aquela imagem caricata , muitíssimo reforçada pelo personagem brilhantemente interpretado por MARCO NANINI no filme CARLOTA JOAQUINA ( 1995 ) : um sujeito tolo , pouco inteligente , constantemente traído pela temperamental e impulsiva esposa , sujo , comilão , quase um débil mental.......Mas os próprios fatos históricos tratam de desmentir o mito : " FOI O ÚNICO QUE ME ENGANOU ", esta frase foi dita a respeito de Do João VI por ninguém menos que o poderoso e ambicioso imperador francês NAPOLEÃO BONAPARTE ( 1769-1821 ) ......Em uma das constantes cartas que escreveu para o então príncipe DOM PEDRO após ter deixado o Brasil , Dom João ( ABAIXO ) deu o seguinte conselho : " SE O BRASIL SE SEPARAR , ANTES SEJA PARA TI , QUE HÁS DE ME RESPEITAR , DO QUE PARA ALGUNS DESSES AVENTUREIROS " .......sábias e proféticas palavras !
É muito provável que se algum dos tais aventureiros tomasse a iniciativa de proclamar a independência , o que existiria no lugar de um vasto país com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados seriam várias e , em sua maior parte , inexpressivas repúblicas de língua portuguesa . Ironicamente foi o próprio Dom Pedro I quem quase fez tudo a perder : autoritário , impopular , acusado de ser mais português do que brasileiro e desmoralizado após a derrota na desnecessária e cara guerra que resultou na independência da então província Cisplatina , o atual Uruguai , o mulherengo e impulsivo imperador ( ABAIXO ) não encontrou outra alternativa senão a de abdicar do trono , em 7 de abril de 1831 . Só que havia um problema : o seu sucessor , o futuro DOM PEDRO II , tinha na ocasião apenas 5 anos de idade ......Em virtude disso , durante quase 10 anos - entre 1831 e 1840 - o Brasil foi governado por 8 regentes e aconteceram 33 rebeliões em várias regiões do Brasil , várias delas de caráter separatista . Uma dessas regiões que quase se tornaram um país foi a então gigantesca província do Grão-Pará , que comas exceções do atuais Estados do Acre e Tocantins , incluía toda a região norte do país . Como chegamos a comentar na última terça-feira ( 25 de agosto ) , o estado de miséria absoluta da população local muito contribuiu mas o que acabou sendo determinante para a eclosão da chamada REVOLTA DA CABANAGEM acabou sendo a carismática e popular figura do cônego , jornalista e advogado JOÃO BATISTA CAMPOS ( 1782-1834 ) , morto pouco antes do início do conflito .
Um dos maiores historiadores brasileiros , CAIO PRADO JÚNIOR ( 1907-1990 ) certa vez chegou a afirmar que a Cabanagem "foi o mais notável movimento popular no Brasil " . Os fatos comprovam a declaração do grande historiador : participaram do movimento brancos pobres ; moradores de margens de rios e igarapés , em sua grande maioria mestiços ; os não muito numerosos escravos que existiam na região e a numerosa população indígena , tanto os TAPUIOS ( índios destribalizados e aculturados - GRAVURA ABAIXO ) quanto integrantes das nações MAWÉ , MUNDUCURU e MURA e embora o movimento tenha se resumido muito a cidade de Belém , acabou atingido inúmeras cidades dos atuais Estados do Pará , Amapá e Amazonas e até mesmo remotas regiões dos confins da Amazônia ( os rebeldes chegaram a formar um exército com 5.000 homens ) ........
Outro fato pouco conhecido : a Cabanagem chegou a ser um movimento de alcance internacional : o governo francês chegou a apoiar os rebeldes e consta que tropas franceses francesas chegaram a invadir o atual Estado do Amapá ( até 1900 cerca de metade do Amapá era uma região em litígio entre Brasil e França ) ; também o comandante de 3 navios de guerra britânicos chegou a insinuar um apoio de seu país a uma possível república cabana . Curiosamente o principal líder dos rebeldes não era paraense : era EDUARDO ANGELIM , cearense de Aracati e que mudara-se para a região coma família quando tinha 13 anos . Jornalista combativo e afinado com os interesses populares , era amigo pessoal do cônego João Batista Campos e logo acabou aderindo ao movimento . Tornou-se o terceiro presidente da república cabana , em 23 de agosto de 1835 , e tentou acabar com o isolamento da região através de medidas como a criação de açougues , padarias e de uma fábrica de pólvora e ainda o incentivo a extração de borracha . Foram ótimas medidas mas que acabaram não dando resultado : além de um bloqueio naval feito pelas forças legalistas , um surto de varíola que atingiu a população local e as divergências existentes entre os próprios membros do movimento botaram tudo a perder . Um grupo de estudantes paraenses resolveu contar mais detalhadamente essa história e o resultado você irá conferir em um dos vídeos do dia . PARA CONFERIR E REFLETIR !
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